17/11/2017 Schirmer pede "caminho de cooperação" para liberar a Penitenciária de Canoas 2photo

Secretário negou que os presos estejam em um local inacabado


O secretário de Segurança Pública do Estado, Cezar Schirmer, pediu para que as partes envolvidas na interdição da Penitenciária de Canoas 2 (Pecan 2) possam criar um caminho de cooperação para que o local continue funcionando normalmente. O responsável pela segurança no Rio Grande do Sul fez o apelo em entrevista ao programa Agora, da Rádio Guaíba, devido a falta de vagas em todas as casas prisionais do Estado e nas delegacias.

“O ideal seria que construíssemos um caminho de cooperação. Têm vários presídios interditados. Sei que não é a situação ideal, mas sou secretário há um ano e o governador Sartori assumiu a dois anos e 10 meses. Isso é uma realidade de décadas, como a da saúde e da educação. Não vamos imaginar que vamos construir uma situação ideal em uma penitenciária ignorando a realidade que vivemos. Estou disposto a dialogar, mas estou trabalhando na emergência”, afirmou Schirmer.

O secretário negou que os presos estejam em um local inacabado, e garantiu que o governo do Estado planejou a transferência dos apenados. “As questões em relação ao apenado não faltam. Não falta comida. Não falta esgoto. Não falta higiene. Não falta roupa e cobertor. Então, os presos estão lá em condições, muitas vezes, melhor do que as suas vítimas. Não tem nenhuma dúvida”, declarou.

Segundo o político, os presos de Canoas foram transferidos de outras casas prisionais e as vagas abertas foram utilizadas para transferir aqueles que estavam em veículos da Brigada Militar ou nas delegacias. “Se fosse para jogar lá dentro, como presumo pelas manifestações que ouço, Canoas estaria cheia. Faltam vagas em tudo que é lugar”, afirmou o secretário.

Schrimer ainda falou sobre a ausência de um médico e um enfermeiro, como a juíza Patrícia Fraga Martins requereu na decisão. “Da mesma forma que não é solucionada a falta de médicos para a população que depende do SUS. Não podemos dar aos criminosos um tratamento melhor que os das suas vítimas. Então, se houver problema de saúde, a Susepe vai dar o caminhamento adequado, chamando o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ou levar o preso na Universidade de Pronto Atendimento (UPA). Como acontece em várias penitenciárias, disse.

Temos que decidir em cima da realidade brasileira e se algum preso reclama? Bom, ele têm dois caminhos. Esperar que, eventualmente, possamos melhorar o sistema penitenciário ou parar de cometer crimes, que daí não vai para a cadeia. A vida no presídio não pode ser melhor que a vida dele, senão, ele vai querer ficar no presídio”, completou o responsável pela segurança no RS.

Texto: Correio do Povo

Foto: Divulgação

Postada por Carlos Matsubara