23/06/2017 Sinpol-RS lamenta morte de escrivão Rodrigo Wilsen da Silveiraphoto

O Sinpol-RS lamenta profundamente a morte do escrivão da Polícia Civil Rodrigo Wilsen da Silveira, de 39 an...

O Sinpol-RS lamenta profundamente a morte do escrivão da Polícia Civil Rodrigo Wilsen da Silveira, de 39 anos, ocorrida na manhã desta sexta-feira durante operação contra o tráfico de drogas em Gravataí. Wilsen era chefe de investigação da 2ª Delegacia de Polícia do município. "Hoje nós, Policiais Civis e a sociedade gaúcha fomos acordados com a triste notícia de mais um policial civil que tomba em pleno exercício de suas funções policiais fazendo jus ao juramento que fez quando tomou posse que era Servir e Proteger a sociedade gaúcha", afirmou o presidente do Sinpol-RS, Emerson Ayres.

Ayres lamenta que os Policiais Civis não recebam o mesmo tratamento concedido aos empresários. "Enquanto alguns recebem inúmeros incentivos ficais, os trabalhadores da Segurança Pública, nós Policiais Civis, recebemos nossos salários parcelados", lembra. O sindicalista afirma que um Estado que não investe em segurança e no trabalhador da segurança pública fomenta a criminalidade contra a sociedade gaúcha.

Hoje, o governo do Estado tentará mostrar algo irreal, lembra Ayres. A Polícia Civil está doente, na UTI, em função do baixo efetivo que compõe os seus quadros e das precárias condições materiais que são disponibilizadas aos policiais para o exercício diário de combate à criminalidade. 

O governo do Estado dirá que os policiais estão tendo reajustes. É mentira. Os policiais estão tendo uma atualização de uma nova forma remuneratória.

O governo do Estado dirá que comprou viaturas. É mentira. Há departamentos da Polícia Civil hoje que, se forem revogadas todas as cedências de carros apreendidos, esses departamentos não teriam viatura para continuar trabalhando.

O governo do Estado dirá que está investindo em equipamentos. É mentira. Hoje, o tempo de validade de uma munição é de seis meses. O policial compra munição na hora da compra de sua arma e a troca a cada dois anos quando o Estado fornece.

"É esse o tratamento que os policiais recebem. Mas mesmo assim, eles acordam de madrugada sem nenhuma recompensa financeira, porque as horas extras não são pagas, e saem de dentro das suas casas para combater a criminalidade na defesa do cidadão. Demonstrar algo irreal neste momento de dor não é certo e não é justo com a sociedade e com os policiais civis do RS", finalizou Ayres.

O velório ocorre no Cemitério São João, em Porto Alegre, na Capela B, a partir das 19h de hoje e o sepultamento ocorre neste sábado às 11h.

Postada por Carlos Matsubara