02/06/2015 Sozinho no plantão, policial civil é morto em delegacia de Sergipephoto

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Na manhã desta segunda-feira, 1, um policial civil foi assassinado dentro da delegacia onde trabalhava, no município de Itabaiana, em Sergipe. Segundo os veículos de imprensa locais, no momento do crime, Luís Carlos dos Santos registrava a ocorrência de um suspeito de homicídio encaminhado à delegacia pela Polícia Militar e estava só no plantão.

A informação é de que um parente, exigindo a libertação do criminoso, invadiu o prédio e atirou contra o policial civil. Luís Carlos foi alvejado com dois tiros, que atingiram o abdômen e a boca, e acabou morrendo no local. O homem suspeito de ter assassinado o policial foi encontrado ainda durante a manhã e, em troca de tiros com a polícia, acabou sendo morto.

De maneira trágica, o caso em Sergipe expõe como é real a relação entre o baixo efetivo e o risco à vida dos policiais e dos cidadãos, situação frequentemente denunciada pelo Sindicato dos Policiais Civis do Distrito Federal (Sinpol-DF). Com o maior déficit no quadro dos últimos vinte anos, a categoria enxerga a iminência de crimes semelhantes também na capital federal.

O mesmo risco foi evidenciado neste domingo, 31, na 26ª Delegacia de Polícia (DP), em Samambaia Norte, quando apenas dois agentes trabalhavam no plantão. A situação levou o Sinpol-DF a fechar unidade, até que o número de policiais no local estivesse de acordo com a estabelecido pela Operação Vida.

Em vigor desde o último dia 21, em todo o Distrito Federal, a iniciativa, também conhecida como operação padrão, estabelece, entre outros pontos, que as delegacias permaneçam sempre com, ao menos, três policiais no balcão e que diligências sejam realizadas com o mínimo de três policiais nas viaturas. Trata-se de uma questão de segurança para os policiais e a comunidade.

Fonte: site Sinpol-DF

NOTA DO SINPOL-RS: Lamentamos a morte do colega de Sergipe e lembramos que há muito tempo o Sinpol-RS vem alertando o risco a que os policiais se expõem ao trabalharem sozinhos em delegacias no Rio Grande do Sul. Além de colocar sua vida em risco, trabalham de forma extraordinária, para suprir a falta de efetivo. Atualmente, 661 candidatos aprovados no último concurso aguardam convocação para cursar a Academia de Polícia e trabalhar em prol da sociedade gaúcha, amenizando a falta de efetivo. O que falta para que estes concursados sejam convocados? 

Postada por Carlos Matsubara