27/08/2015 Secretário de Segurança admite necessidade de aumento de efetivo nas polícias e prejuízos à população com o parcelamento de saláriosphoto

Na manhã desta quinta-feira, 27, a presidente do Sinpol-RS, Ilorita Cansan, e o diretor jurídico, Má...

Na manhã desta quinta-feira, 27, a presidente do Sinpol-RS, Ilorita Cansan, e o diretor jurídico, Mário Flanir, participaram da Reunião Ordinária da Comissão de Segurança e Serviços Públicos da Assembleia Legislativa. A reunião contou com a presença do Secretário de Segurança Pública, Wantuir Jacini, que foi convidado pela Comissão para apresentar um planejamento estratégico e de gestão a fim de enfrentar os diversos níveis de criminalidade, além de esclarecer questões de entidades de classe e deputados estaduais acerca da atual situação da segurança pública no Estado, inclusive no que se refere às condições de trabalho dadas aos servidores do setor.

Jacini iniciou sua participação apresentando o planejamento da Secretaria de Segurança Pública para reduzir os índices de criminalidade, lembrando que a sua execução depende da realidade financeira do Estado. O Secretário mostrou índices de redução de ocorrências em 9 dos 11 principais crimes no primeiro semestre deste ano, porém admitiu problemas, como a falta de efetivo nos órgãos de segurança, para colocar em prática muitos outros itens do Planejamento.

Após o término da apresentação, os representantes sindicais e os deputados estaduais tiveram espaço para dialogar com o Secretário. O diretor jurídico Mário Flanir demonstrou a preocupação do Sinpol-RS com as condições de trabalho a que os policiais civis vêm sendo submetidos para o cumprimento do seu dever, de proteger a população, incluindo o parcelamento de salários, que desvalorizam e desmotivam o trabalho dos servidores policiais. “A autoestima do policial civil fica extremamente abalada em razão da forma como vem sendo tratado pelo Governo do Estado”, disse Flanir. Em resposta, o Secretário admitiu ter consciência de que o atraso do pagamento dos salários pode prejudicar a sociedade, já que “traz intranquilidade aos trabalhadores e naturalmente isso reflete na sociedade”.

O diretor Mário Flanir também cobrou um calendário de chamamento para os 661 aprovados do concurso da Polícia Civil, que já estão prontos e aptos para iniciar a Academia de Polícia, enfatizando o crescente número de aposentadorias e a sobrecarga de trabalho de colegas policiais que trabalham sozinhos em muitos municípios do interior do Estado. Sobre esta questão, o Secretário afirmou que o chamamento dos 661 aprovados da Polícia Civil e dos mais de 2 mil aprovados da Brigada Militar está no plano de ações futuras da pasta de Segurança, porém está condicionado à melhoria da situação financeira do Estado. “O problema não é arcar com as despesas das Academias de Polícia, e sim pagar o salário depois que os novos policiais forem nomeados. A convocação é necessária e assim que o Estado tiver condições, os aprovados serão convocados”, afirmou Jacini.

Na oportunidade, Wantuir Jacini também anunciou a criação de novas centrais da Polícia Civil, a conclusão do complexo penitenciário de Canoas, as obras em andamento do Centro Regional de Excelência em Perícias, a construção de bases comunitárias integradas, conclusão de delegacias, entre outras medidas. Jacini também encaminhou aos deputados um ofício solicitando que o Legislativo trabalhe para garantir o financiamento da segurança pública pela União.

Para a presidente do Sinpol-RS, Ilorita Cansan, as demandas da segurança pública são urgentes e não podem ficar condicionadas à melhoria das finanças do Estado. “A população clama por segurança. Todos os dias, em qualquer horário, a sociedade é vítima da criminalidade. O Governo deve olhar para esta área com a máxima urgência, pois estamos falando de vidas”, alertou.

Fotos: Andressa Pazzini

Postada por Carlos Matsubara