30/11/2021 PLC 378/21 (teto de gastos) é aprovado por 35 votos contra 13, em votação na AL-RSphoto

 

 

 

 

 

 

 

O SINPOL-RS, Sindicato dos Servidores da Polícia Civil do RS, juntamente com as demais entidades de categorias da Segurança Pública: ASDEP, ACP RS, UGEIRM, ASOF, AOfERGS, ASSTBM, SindiPerícias, AMAPERGS e ABAMF, trabalhou na tarde desta terça-feira (30/11), incessantemente para alterar o PLC 378/21, evitando prejuízos e incertezas voltadas ao reajuste das reposições inflacionárias referentes às nossas remunerações, cujo o prazo determinado pelo governo, pode acarretar em um possível congelamento dos salários do funcionalismo público nos próximos dez anos.

Firme no propósito de salvaguardar os interesses dos servidores da segurança pública, conseguimos realizar emendas de plenário na Assembleia Legislativa, propostas pelos deputados Dr. Thiago Goularte/DEM, Luiz Marenco/PDT e Capitão Macedo/PSL, visando excetuar todos os servidores que compõe os órgãos da Segurança Pública. Todavia o governo atuou no sentido que as propostas não fossem analisadas e votadas em Plenário. A aprovação desse projeto significa um grande revés nos investimentos da Segurança, Saúde e Educação, refletindo diretamente no desmonte do serviço público. A sociedade gaúcha irá amargar a falta estrutural, logística e de investimentos no setor público, considerando que a visão de Estado do Governo Leite, é de realizar aporte no setor privado em detrimento ao setor público. Entendemos que o desenvolvimento econômico do Estado, deve igualmente priorizar aos serviços essenciais destinados ao cidadãos rio-grandenses. Advertimos que outros Estados da federação aderiram a este arrocho financeiro e fiscal, culminando na decomposição dos serviços prestados à comunidade. 

“Lamentamos a postura do núcleo do governo, pois durante o auge da pandemia do vírus covid-19, que ceifou milhares de vidas gaúchas, os servidores da segurança e da saúde permaneceram trabalhando, combatendo a criminalidade e a violência. Muitos policiais no exercício da atividade foram contaminados e perderam suas vidas, lamentavelmente como reconhecimento fomos cruelmente brindados com a indicação no texto do PLC 378/21, que admite a possibilidade de congelamento dos salários por dez anos, bem como, ainda, estamos no aguardo de resposta da Casa Civil, após reivindicarmos recomposição salarial com base nas perdas inflacionárias. Esta desconsideração é inadimissível.”

Mário Flanir, 
Presidente do SINPOL-RS. 


Foto: Miguel Noronha

Postada por Comunicação Sinpol/RS